Não imaginei que iria demorar tanto tempo para escrever esse post. 7 meses.
Acho que para falar com propriedade as marcas que o intercâmbio deixou em mim era necessário um tempo… para processar e ver os sinais. Agora moramos em outra cidade, Gramado, no Rio Grande do Sul. Voltamos para o brasil já tendo em mente que assim que pudessemos iriamos organizar a vinda para cá e deu tudo certo. Depois de 5 meses nos mudamos. Agora morando aqui na serra que noto alguns fatores muito importantes sobre a experiência de viver fora do Brasil. Posso citar muitos aspectos mais gostaria de me focar no intercâmbio como experiência de vida e no inglês para o mercado de trabalho.
Nunca tive dúvidas sobre viver fora do brasil ou não, e sempre soube que isso era algo que eu TINHA de fazer. Antes que outros motivos me impossibilitassem de ir eu e o Paulo fomos, novos, sem compromissos e com toda vida pela frente. A imagem que eu tinha do brasil mudou, a imagem que eu tinha da vida, do mundo e de mim mesma mudou. Ficou mais fácil julgar menos, apartir do momento que percebi que moral e normal dependem do ponto de vista e de onde você esta geográficamente, assim como a comida, o idioma e a fisionomia. As pessoas tem o direito de serem diferentes, morando em lugares tão diferentes e tendo costumes diferentes.
O INGLÊS. Nosso como é importante não é mesmo? Todo mundo quer alguém que fale inglês, como nos mudamos para um destino turístico posso dizer com propriedade que faz toda diferença, em diversos âmbitos é importante mas em um país sede em 2014 e 2016 o inglês vai ser um diferencial muito importante. Eu não estou trabalhando aqui ainda mas o Paulo está e sem dúvidas o inglês foi primordial para destacá-lo entre os outros 15 candidatos.
Pergunta mais frequente relacionada a experiência: “E o inglês?” – O inglês vai bem obrigada.
Em 7 meses morando em Dublin nosso inglês foi de “sei alguma coisa” para “posso falar com qualquer um tranquilamente”, e ainda está melhorando, vocabulário é o maior desafio atual para mim, é uma linguagem toda, milhares de palavras, não é a tabuada. Sei a estrutura da linguagem mas as vezes falta uma palavra entende e isso acontece a todo momento, claro que você da uma enrolada, vai por outro caminho e fala, mas a fluência é um caminho longo, eu acho que para ter voltado fluente da Irlanda seria necessário ter morado 1 ano e meio, pelo menos, trabalhando com nativos todo dia, falando por várias horas todo dia. E estudando, sempre. Mas isso é só o meu achóóóu. Ainda assim depende.
Segunda pergunta mais frequente: “Como era lá?” – Bom…. lá era DIFERENTE. Quer sentar para conversar?
As pessoas não tem tanto interesse assim em saber mais sobre a vida e a cultura de onde você esteve, elas querem ver suas fotos, querem saber onde você viajou mas são poucas pessoas que realmente se interessam sobre o que você tem para dividir com elas. Isso foi meio decepcionante para mim, pois a bagagem que isso me deu foi enorme, tem tanto para falar mas poucos para compartilhar. Acho que isso funciona de acordo com a curiosidade cultural de cada um, a maior parte nunca vai fazer isso na vida e nem vai sair do seu país, NUNCA. Então não interessa para elas. Sinto que nem isso eu devo julgar, cada um tem seu plano de vida, só porque no meu eu inclui desvendar o mundo não significa que isso é oque há, para todo mundo.
Planos futuros? Exterior de novo entre 2014 e 2016 provavelmente. Não tanto tempo, talves 3 meses, mas nós vamos!
Boa sorte para quem está planejando, organizando ou indo em busca de seu sonho. O intercâmbio é a melhor experiência que vocês podem encontrar!
Cheers!
Nathaly Nunes




















































































